O fantástico mundo cubista de Pablo Picasso

picasso

Eu tenho um filho de um ano e nove meses que, apesar da pouca idade, admira as artes e a cultura assim como eu.

Desde que tinha um ano de idade ele me acompanha a todas as exposições, livrarias, apresentações musicais e eventos culturais que sua idade lhe permite. As exposições de arte já fazem parte de nosso programa favorito – só perde para as idas à pracinha, claro.

Ele sempre se comporta em todos os lugares e demonstra que está apreciando – dentro do limite de seu entendimento – cada obra que visualizamos.

É incrível como o meu pequeno – só no tamanho, certamente – gosta de artes e de música. A mais recente exposição que fomos juntos foi “Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem”.

O Centro Cultural Caixa do Rio de Janeiro selecionou obras de algumas fases do pintor espanhol cubista Pablo Picasso. As obras – entre pinturas, gravuras, desenhos, esculturas, cerâmicas e fotografias – vieram do Musée National Picasso-Paris, traçam um percurso cronológico por sua trajetória desde os anos de sua formação.

Se me perguntarem qual foi a obra que mais gostei, não precisarei pensar mais do que dois segundos para dizer que foi “O Beijo” (1969), onde Picasso retrata através da pintura cubista seu olhar mais romântico e desnudo de preconceitos – principalmente para a época em que viveu – de um casal de camponeses.

Picasso retratou o cotidiano da época em que viveu e emitiu suas emoções e opiniões através de suas pinturas, que ficavam guardadas em um acervo pessoal na casa onde morava.

Se perguntarem ao meu filho qual foi a obra que ele mais gostou, mesmo que ele ainda não fale e se expresse através de suas habilidades mímicas e gestuais – nas quais ele é um verdadeiro artista – ele apontará para as pinturas com imagens abstratas compostas por figuras geométricas (círculos, linhas retas e triângulos) onde Picasso mostrou sua paixão pelos instrumentos musicais, principalmente o violão.

O pequeno artista que tenho em casa e que me acompanhou nessa jornada cultural ficou parado por alguns minutos admirando uma pintura monocromática de um dos registros dos bombardeios de 1937, época da Segunda Guerra Mundial. O quadro, de alguma forma, chamou a atenção de meu filho, que, fez gestos e balbuciou alguma coisa que eu não consegui decifrar.

As mensagens que Picasso passa através de sua arte são emitidas com primor. A maior prova disso é que até um bebê em fase de aprendizado, conseguiu apreciar as formas e as cores utilizadas para aquele determinado contexto. Isso é o que diferencia os grandes pintores – que considero verdadeiros gênios – dos outros artistas.

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