O Amor

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A nossa vida muitas vezes segue em um ritmo tão frenético que não conseguimos reservar um tempo para pensar nas lembranças. Eu não gosto de viver de passado, muito menos ficar relembrando coisas que já aconteceram há muito tempo, afinal, não podemos mudá-las e elas foram úteis em nosso aprendizado. Mas existem memórias que guardamos com carinho, as quais vale a pena trazer a tona. Pessoas queridas que já se foram, momentos especiais pelos quais passamos, situações engraçadas e aprendizados compartilhados.

A felicidade está nas pequenas coisas, as mais simples, aquelas que muitas vezes não enxergamos ou negligenciamos. Meus irmãos encontraram um poema que eu escrevi há muitos anos, acredito que ainda na adolescência (não tem data, então não posso afirmar com precisão) e me presentearam de uma forma indescritível. Recordações que valem a pena compartilhar por aqui. Quando eu tinha 14 anos, entrei em um clube de autores novos. Era bem parecido com um Clube do Livro, só que era um Grêmio Literário que incentivava jovens autores e poetas a escrever e publicar. Foi nessa época que me apaixonei por escrever poesias e poemas e comecei a compor.

Faz muito tempo que eu não escrevo poesias, mas sempre gostei de lê-las. Sempre que tenho oportunidade, compro livros de poemas. Gosto dos poetas brasileiros, principalmente desconhecidos. Aquele livro que ninguém dá nada por ele, com baixa tiragem, escrito por uma escritora que mora em uma cidadezinha de interior, normalmente é uma publicação de ouro, que toca o coração e nos faz refletir. Tenho algumas dessas preciosidades guardadas, para aqueles dias nublados, que faltam inspiração. Eles são relíquias de valor inestimável. Pena que não são tão valorizados como deveriam. A maioria deles eu não comprei. Cada um tem uma história envolvente: alguns eu ganhei de presente e possuem uma dedicatória carinhosa de quem me presenteou, outros eu troquei – isso mesmo, fiz uma troca de um livro por outro, isso é comum no meio literário – e tem aqueles que eu descobri por acaso em situações cotidianas (ou nem tanto assim) como feira de livros, bibliotecas e até bancas de jornais. Eu poderia tê-los comprado, mas de alguma forma eles foram entregues a mim de forma espontânea e gratuita, como se aquela atitude nobre devesse ser passada adiante – e deve.

Eu não poderia deixar de colocar aqui o poema de minha autoria, que meus irmãos encontraram durante uma limpeza e organização de arquivos antigos, na casa da minha mãe.

O Amor

Às vezes de mais
Às vezes de menos
Às vezes intenso
Às vezes fraco
Às vezes forte

A maré ansiedade
A maré felicidade
A maré união
A maré integridade
A maré compaixão
A maré compatibilidade

O amor aqui
O amor lá
O amor acolá
O amor…

O motivo pra tudo isso
O nexo de tudo isso
Somente o amor.

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Vanessa Guimarães é jornalista, mora no Rio de Janeiro, trabalha com Comunicação Corporativa, é palestrante e apaixonada por arte, cultura e entretenimento. Coleciona livros e tem muita história para contar. Atualmente seus hobbies são escrever, viajar e praticar a empatia. Nos momentos mais estressantes, gosta de tocar piano para relaxar.

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