Brasilidades de um artista plástico que reinventa a si mesmo

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O artista plástico brasileiro contemporâneo Abraham Palatnik deu uma entrevista certa vez sobre seu estilo de criação e sobre a reinvenção da pintura, como sendo uma arte de reinventar-se a si mesmo.

Seu apartamento, carinhosamente apelidado por ele de “apartalier”, é o local onde ele cria e monta suas obras, que ocupam praticamente a casa toda. Todo o apartamento onde mora é um imenso atelier, com porcas, parafusos, ferramentas e instrumentos criativos e originais, inventados por ele para facilitar o processo criativo e a montagem dos trabalhos.

Em seu atelier livre de pintura e escultura, ele se inspira em estímulos externos como paisagens e a natureza morta para construir aparelhos cinecromáticos e objetos cinéticos.

Palatnik é conhecido por romper com a forma tradicional de arte, abandonando o pincel, as tintas e o figurativo, utilizando a luz, as formas e materiais criativos para compor suas instalações elétricas abstratas que criam movimento e jogos de luzes.

Uma mistura de arte e tecnologia, pinturas que se misturam às esculturas modernas, uma mescla de arte cinética, invenção e experimentação. Esses são os elementos que permeiam o universo do artista.

O critico de arte Mário Pedrosa e o escritor Rubem Braga afirmaram na década de 50 que o artista pintava com a luz, fugindo das tintas, imagem característica de um pintor tradicional.

Eu fui conhecer a exposição A Reinvenção da Pintura, em cartaz no CCBB no Rio e o que me chamou a atenção foram as experiências que revelam uma nova consciência do corpo e a forma como Palatnik explora o tempo, através de sua ligação com a indústria e o design.

Enxerguei pequenos fragmentos feitos de madeira, papelão, metais e peças mecânicas, que juntas, formam elementos bidimensionais, transformando o cotidiano dominado pela cibernética e tecnologia em um ponto de encontro mutável em constante expansão.

Essa exposição me fez pensar: mas não estamos todos nós mudando o tempo todo, aprendendo, nos transformando e constantemente evoluindo? Estamos todos aprisionados dentro da mesma esfera tridimensional em busca de chaves e ferramentas que nos ajudem a abrir as portas que encontramos em nosso caminho? Teremos então que revolucionar nossa própria história, mudando a forma de enxergar a vida e inventando os artefatos que nos auxiliarão em nosso percurso.

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Gostou? Quer adquirir mais conhecimento?
Veja esses links interessantes:

Museu de Arte Abraham Palatnik
Enciclopédia Virtual sobre Abraham Palatnik

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Vanessa Guimarães é jornalista, mora no Rio de Janeiro, trabalha com Comunicação Corporativa, é palestrante e apaixonada por arte, cultura e entretenimento. Coleciona livros e tem muita história para contar. Atualmente seus hobbies são escrever, viajar e praticar a empatia. Nos momentos mais estressantes, gosta de tocar piano para relaxar.

 

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